Quinta-Feira, 19 de Abril de 2018
Acidentes
02/01/2018 10:55:00
Morte de bebê em piscina alerta para cuidados que devem ser tomados no verão
Conforme a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), o afogamento é segunda causa de morte entre crianças de 1 a 9 anos de idade

Sheila Forato

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No mês passado Coxim ficou de luto pela morte de uma menina, de apenas 1 ano e 3 meses, na piscina de um rancho no bairro Senhor Divino. O sofrimento desta família levanta uma pauta muito discutidas nas redações, os cuidados que pais e responsáveis devem ter com crianças em locais com água, seja piscina, rio e até mesmo mar.

Nesta época do ano, principalmente em Coxim, muitas pessoas recorrem a piscinas, rios e cachoeiras para amenizar o calor, mas, redobrar os cuidados nunca é demais. Atualmente, os cursos voltados para socorristas tem abordados o tema como prevenção, explica o bombeiro de Coxim, Luciclei Silva Lima.

Ele contou que recentemente participou do 1º Workshop de Urgência e Emergência no Trauma, realizado em Campo Grande. Um dos palestrantes era o médico David Szpilman, a maior referência em afogamento no Brasil e um dos principais no mundo. “Todos esperando uma aula avançada em termos de procedimentos e técnicas aplicadas em afogados. Para nossa surpresa foi abordado exclusivamente o tema prevenção”, lembrou.

Segundo Szpilman, não adianta estar apto a prestar o atendimento mais avançado, se o mais simples não é realizado. “O que realmente evita a morte é a prevenção”, afirmou Lima. São medidas preventivas que podem mudar uma triste estatística, pois, a cada 84 minutos, um brasileiro morre afogado, de acordo com a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático).

Coletes infláveis não são recomendados pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Foto: PC de Souza/Arquivo)

Para evitar tragédias como a que aconteceu em Coxim, a SOBRASA divulga cinco medidas que salvam vidas em piscinas:

1 - 100% de atenção em crianças;

2 - Profissional capacitado sempre presente;

3 - Saber como agir em caso de emergência;

4 - Acesso restrito na área de piscina;

5 - As piscinas devem possuir ralo com tampa anti-sucção.

Além disso, as crianças devem estar protegidas com coletes salva-vidas, evitando preferencialmente os infláveis, pois estes passam uma falsa sensação de segurança podendo furar. Não deixar brinquedos dentro ou próximo a piscinas, assim como evitar brincadeiras que favoreça ou simule o afogamento.

Entre as orientações ainda estão: não entrar na água logo após ingerir alimentos, esperar no mínimo 50 minutos. Ao entrar na água, fazer com cuidado, pois podem existir buracos ou valas, verifique primeiramente a profundidade do local. Nunca mergulhar de cabeça, pois há o risco do choque da cabeça contra o solo ocasionando lesão na coluna.

Conforme a Sobrasa, 75% dos afogamentos acontecem em rios, lagos e represas e o afogamento é segunda causa de morte entre crianças de 1 a 9 anos de idade. A prevenção reduz 85% dos acidentes. “Basta um piscar de olhos e mais uma vida é levada pelo afogamento. Água no umbigo é sinal de perigo”, enfatizou o bombeiro.

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