Quarta-Feira, 23 de Maio de 2018
Brasil
01/02/2018 17:34:00
Por suspeita de desvio, Justiça bloqueia dinheiro arrecadado em campanha para ajudar bebê
Criança sofre de doença degenerativa. MPSC desconfia que pais tenham usado parte das doações para pagar luxos.

G1/PCS

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Menino Jonatas sofre de Atrofia Muscular Espinhal (Foto: Reprodução/NSC TV)

A Justiça bloqueou, de forma liminar (temporária), os valores arrecadados pela campanha "AME Jonatas", para ajudar um bebê com uma doença degenerativa rara, e um veículo de R$ 140 mil que está em nome dos pais da criança. A família mora em Joinville, no Norte catarinense, e é suspeita de ter usado parte das doações para pagar luxos.

A determinação é do dia 16 de janeiro e atendeu a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O caso está em segredo de Justiça, que não disse qual o valor exato bloqueado.

O G1 não conseguiu falar com os pais do menino e nem com a defesa deles. Porém, em um post divulgado na página da campanha numa rede social no dia 11 de janeiro, a família nega qualquer irregularidade.

A campanha arrecadou mais de R$ 3 milhões, informou a NSC TV. O menino Jonatas, de 1 ano, sofre de atrofia muscular espinhal e as doações foram pedidas para pagar a primeira parte do tratamento da criança.

Além do bloqueio, o MPSC também pediu à Polícia Civil que abra um inquérito para apurar indícios do crime de apropriação indébita. A Polícia Civil ainda não disse se a investigação foi aberta.

Foto: Arquivo pessoal

Denúncias

O MPSC afirma que recebeu informações de pessoas que dizem que os pais da criança estariam usando o dinheiro da campanha para pagar luxos. Em audiência judicial, foi acordado que até 31 de outubro de 2017 o casal prestaria contas dos recursos arrecadados e despesas feitas, o que não ocorreu, segundo o Ministério Público.

Conforme o MPSC, denúncias feitas à Promotoria de Justiça são de que o casal teria passado o réveillon em Fernando de Noronha e comprado um veículo de R$ 140 mil.

"O fato, salvo melhor juízo, demonstra que não se pode descartar, pelo menos nessa análise inicial, possível utilização de parte das doações para fins distintos daquele almejado: a garantia do direito à saúde de Jonatas", afirmou a promotora de Justiça Aline Boschi Moreira.

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