Terça-Feira, 14 de Julho de 2020
Cidades
09/04/2020 15:48:00
Com arrecadação em queda, prefeito fala em reduzir salários
Servidores contratados da Capital podem sofrer corte no pagamento do próximo mês

CE/PCS

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Prefeito diz que estuda alternativas para arcar com os compromissos - Valdenir Rezende/Correio do Estado (Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado)

A Prefeitura Municipal de Campo Grande está com os cofres vazios e ainda não sabe como pagará os salários dos seus 24 mil funcionários no próximo mês. O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), disse que a arrecadação da Capital está 70% menor e que para pagar os salários precisará reduzir os vencimentos dos servidores que são comissionados.

Sobre a arrecadação municipal, Trad disse que no começo da redução das atividades econômicas, causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a gestão municipal teve uma queda de 80% nos recursos angariados.

“Ontem deu uma melhorada de 10% [arrecadação], mas insuficiente para pagar pelo menos 40% da folha. O cofre de Campo Grande é igual o salário de vocês, Campo Grande é assalariada, entram todos os mesmos impostos todo mês. Não é só Campo Grande, é o mundo todo. Município, pela Constituição ele é o menor da base, o município é um bebê de colo e a mãe é a União, então se a mãe abandonar o bebê ele vai morrer”, disse Trad durante agenda cumprida na manhã desta quinta-feira (9).

O prefeito ainda disse que a solução poderia vir com a votação do Plano Mansueto, que caso fosse aprovado daria a opção para a prefeitura emprestar capital. “O que acontece, o texto que estava em votação, estava para socorrer a União, estados, municípios e o Distrito Federal, mas o Rodrigo Maia suprimiu municípios. Nós movimentamos os deputados, e o Fábio [Trad] está à frente disso, ele fez uma emenda para retornar os municípios, porque se não vai morrer, vai ter que reduzir salários”, disse Marcos Trad.

DEMISSÕES

Assim como empresas privadas alguns municípios e estados precisaram criar alternativas para reduzir o impacto das contas, uma das soluções foi a demissão de funcionários públicos contratados. O prefeito de Campo Grande afirmou que não demitirá ninguém.

“Não vou cortar a remuneração de ninguém, mas posso sentar com eles para discutir um valor menor para que todos tenham um pouco e ninguém fique sem nada. Se aprovar esse empréstimo já me dá um fôlego de quatro meses para frente, que é o tempo que eles falam que pode impactar”, reiterou Trad.

Trad afirmou ainda que somente os funcionários da educação custam R$ 7 milhões para os cofres municipais mensalmente. “Tem município do interior que estão mandando todos os convocados da educação embora. Só nossos convocados aqui impactam cerca de R$ 7 milhões na folha por mês, só da educação. Eu não vou fazer igual esses municípios e mandar embora, mas dependendo do que Brasília decidir, eu vou ter que sentar com eles e ver uma redução na hora aula”, contextualizou o prefeito.

Constitucionalmente as prefeituras não podem reduzir o salário dos funcionários concursados, só dos contratados. “Posso não mexer talvez na remuneração, mas posso, com a permissão do Supremo, rever gratificações, planos de trabalho, uma série de outros requisitos que eleva o valor final do recebimento do funcionário público”, concluiu o prefeito.

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