Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018
Cidades
14/04/2018 11:16:00
Sem sinalização, principal corredor gastronômico da Capital oferece riscos aos frequentadores
Comerciantes já perderam a conta de quantos acidentes presenciaram na região

Top Mídia/PCS

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Pedestres não têm faixa para atravessar

Gastronomia e lazer são as principais escolhas quando a ideia é sair de casa para aproveitar a cidade. Mas a falta de sinalização atrelada ao alto fluxo de pedestres pode transformar o passeio de qualquer cidadão em um pesadelo na principal via gastronômica de Campo Grande, a Bom Pastor, localizada no bairro Vilas Boas.

Com dezenas de alternativas entre restaurantes e bares, a avenida vem recebendo cada vez mais visitantes que não respeitam a velocidade de tráfego nem com a grande movimentação de crianças durante os finais de semana.

Em aproximadamente 200 metros de extensão, a rua não possui sinaleiras e tampouco quebra-molas para inibir os infratores. As raras faixas de pedestres, que apagaram com o tempo, não são suficientes para evitar as freadas bruscas “em cima” de quem precisa atravessar a Bom Pastor em horário de pico.

A Praça do Peixe, situada em uma das esquinas da avenida, vira point de encontro no fim do dia. Centenas de pessoas usam o local para fazer exercícios físicos, passear com os animais de estimação e confraternizar.

Durante a noite, a situação piora. Casais, famílias e amigos buscam a via gastronômica devido à gama de estabelecimentos comerciais da área. Sem leis, os motoristas param nos dois lados da estreita rua, estacionando, inclusive, nas faixas amarelas.

Rubens de Carmo é comerciante há cerca de 2 anos no mesmo ponto e já perdeu as contas de quantas colisões entre carros e motos presenciou desde a época em que sua banca de revista foi inaugurada em frente à Praça do Peixe.

“Uma série de fatores é a responsável pelos acidentes e pelos sustos que as pessoas tomam aqui. É carro, moto, bicicleta e pedestres todos juntos e ninguém se respeita porque a sinalização também não ajuda. As crianças vêm brincar aqui na praça, mas a gente fica de olho porque volta e meia um carro em alta velocidade freia em cima de alguém.”

Ainda conforme De Carmo, a solução seria instalar alguns redutores de velocidade e quebra-molas. O homem, que já foi testemunha de diversos acidentes de trânsito, confessa que, com o passar do tempo, a situação só tem piorado. Para os desavisados, a Bom Pastor virou uma roleta russa em potencial.

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