Terça-Feira, 21 de Agosto de 2018
Cidades
11/05/2018 15:50:00
Superfaturamento de R$ 208 mi no BRT é alvo de 2ª fase da Panatenaico
Auditorias realizadas pelo TCDF e pela Controladoria-Geral do DF apontaram fraudes na obra. Arruda, Agnelo e Filippelli voltam à mira da PF

Metropoles/PCS

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Foto: Rafaela Felicciano

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (11/5) a segunda fase da Operação Panatenaico, que apura desvios de recursos, superfaturamento e pagamento de propina em obras públicas no DF. O esquema criminoso investigado, agora, envolve suspeitas de fraudes no processo licitatório das obras do BRT Sul e o pagamento de vantagens financeiras indevidas a autoridades públicas.

Laudos realizados pela Polícia Federal teriam constatado o direcionamento e a fraude na licitação, enquanto auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF) e pela Controladoria-Geral do DF apontaram superfaturamento de aproximadamente R$ 208 milhões, cerca de 25% do custo total do empreendimento fraudado. A obra foi orçada inicialmente em R$ 587,4 milhões, mas foi executada por R$ 704,7 milhões.

O BRT Sul ou Expresso DF foi inaugurado em junho de 2014, no âmbito das obras para a Copa do Mundo de 2014. Com 43km, sendo 35km em faixas exclusivas, liga de maneira expressa as Regiões Administrativas Santa Maria e Gama ao Plano Piloto. O sistema transporta em média 220 mil passageiros por dia e foi criado para reduzir o tempo de deslocamento entre as duas cidades e o centro de Brasília.

Os fatos investigados configuram prática dos delitos de corrupção passiva e ativa, associação criminosa, fraudes licitatórias e lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, sendo 13 em Brasília, um em Ribeirão Preto (SP) e um em São Paulo (SP). No DF, um cofre foi apreendido nesta sexta (11) (foto em destaque) e levado para a superintendência da PF.

O edital de licitação para a escolha das empresas que ficariam responsáveis pela construção do corredor do BRT Sul foi divulgado quando José Roberto Arruda (PR) estava à frente do Palácio do Buriti, em 2008. As obras, contudo, começaram apenas em 2011, na gestão do governador Agnelo Queiroz (PT) e do vice Tadeu Filippelli (MDB). O empreendimento foi feito por um consórcio integrado por Via Engenharia, OAS, Andrade Gutierrez e Setepla Tecnometal Engenharia.

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