Quinta-Feira, 14 de Novembro de 2019
Ciência e Saúde
04/06/2019 09:32:00
Saúde confirma morte por gripe em Rio Verde e MS totaliza 13 casos

Luma Danielle com CGNews

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A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirmou mais três mortes por gripe em Mato Grosso do Sul, uma delas em Rio Verde de Mato Grosso.

Conforme último boletim epidemiológico, divulgado no dia 30 de maio, haviam sido registrados 10 casos no Estado, porém esse número subiu pra 13.

Além de Rio Verde, os novos casos foram registrado em Corumbá e Porto Murtinho. Em Rio Verde a vítima foi uma idosa de 87 anos, que estava acamada.

A confirmação do Influenza A saiu nesta segunda-feira (03), porém a SES aguarda o resultada da subtipagem.

Em Corumbá, a vítima foi uma mulher, de 36 anos, que estava internada desde o dia 25 de maio e morreu no sábado (1º) e foi diagnosticado com o vírus Influenza H1N1.

Conforme o site Diário Corumbaense, a vítima, que não teve o nome revelado, teve complicações no parto e estava com a imunidade baixa devido a outras doenças. De acordo com a SES, a paciente tinha hipertensão e fazia tratamento de outras doenças.

Já em Porto Murtinho, o óbito foi de um homem, de 33 anos, no dia 30 de maio. Conforme dados da SES, Três Lagoas, na região oeste do Estado, lidera o ranking de morte por gripe, com cinco casos. Corumbá e Rio verde registraram dois óbitos; Aquidauana, Inocência, Campo Grande e Porto Murtinho um caso cada.

Entenda o que é a gripe Influenza A (H1N1)

Após o surto dos vírus zika, dengue e chikungunya pelo mosquito aedes aegypti, o centro das atenções passou a ser novamente a gripe influenza A (H1N1). Ela já é bem conhecida pelos médicos e pela população mundial, após o surto da doença que ocorreu em 2009 e 2010. Por ser uma mutação da gripe comum, ela possui sintomas parecidos, além da alta taxa de transmissão.

O vírus influenza atinge os mamíferos, e é dividido em três tipos: A, B e C. Nesta classificação, aqueles identificados como tipo C são os que dão origem a doença mais leve. “Os do tipo A e B são os causadores de doenças mais fortes, e o do tipo A também são os responsáveis pelas epidemias. Atualmente as subclasses do vírus A (H1N1) e (H3N2), são os que circulam entre os seres humanos”, explica o médico chefe da Unidade de Terapia Intensiva e do Departamento de Clinica Médica da Santa Casa de Limeira, Claudiney Chelli Lotufo.

Apesar da grande quantia de casos, o vírus já é conhecido pela medicina há muito tempo. Alguns subtipos antes encontrados em outros mamíferos, hoje afetam e são transmitidos entre os homens, por isso o nome popular da doença sempre passa a ser a do mamífero que era acometido inicialmente pelo vírus, como por exemplo o da Gripe Suína.

Prevenção

A influenza A (H1N1) tem sua transmissão feita assim como qualquer outra gripe, e por isso segue as mesmas diretrizes de prevenção, porém deve ter sua atenção redobrada. É preciso lavar sempre as mãos com água e sabão, e evitar o contato com olhos, boca e outras mucosas; não compartilhar itens de uso pessoal como toalhas, copos, talheres e escovas de dentes, e evitar contato próximo com pessoas que estejam doentes.

Recomenda-se também nestes casos o uso do álcool em gel, realizando a esterilização das mãos sempre que fizer contato com objetos ou locais de grande circulação de pessoas (como corrimãos e maçanetas de portas), além de evitar locais fechados e com muitas pessoas. Do mesmo modo, deve-se manter hábitos de alimentação saudáveis, além de praticar exercícios físicos para fortalecimento do organismo.

Tratamento

O tratamento para a gripe (H1N1) é feito através de remédios via oral, que são indicados por um médico e regulamentados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para combate específio da doença. Outras medidas como repouso, reposição de líquidos e boa alimentação podem ajudar na recuperação do paciente.

Um dos mitos que gira em torno desta doença, é a do uso da erva-doce no lugar do remédio Tamiflu. O costume popular surgiu pois tanto o remédio, quanto a erva, possuem em sua composição a anis estrelado. Porém, a anis usada nos remédios é retirado de uma planta diferente, originária da China, e isto causa diferenças em seus aspectos de tratamento. Além disso, o remédio possui outros componentes que auxiliam no combate da doença, mas o chá de erva-doce pode ser tomado por pessoas com qualquer tipo de gripe, pois a bebida possui ação expectorante, tônica e calmante.

Vacina

Este ano muitas cidades resolveram adiantar a vacinação contra a influenza A (H1N1), devido ao quadro de pacientes que foram infectados pela doença, antes da época esperada. Esta vacinação contempla as pessoas que se enquadram no chamado grupo de risco: gestantes, idosos acima de 60 anos, crianças entre seis meses e dois anos, portadores de doenças crônicas, obesos e imunossuprimidos (pessoas que possuem um baixo sistema imunológico).

No caso de pessoas que não se enquadram neste grupo, mas queiram prevenir o contágio da doença através da vacina, é possível adquiri-la em clínicas particulares. Ela também evita que a doença chegue ao seu estágio de maior gravidade, e devido ao vírus ter uma alta taxa de mutação, com o aparecimento de novas cepas, a vacinação contra gripe deve ser renovada todo ano.

Existem alguns mitos em torno da vacina contra a (H1N1). Uma delas é de que a vacina pode causar a morte – o boato surgiu após algumas pessoas verem que a vacina possui em sua composição o mercúrio e o óleo de esqualeno. No entanto, o mercúrio utilizado na vacina é o etilmercúrio, que também é usado como conservante em outras vacinas, como a da difteria e tétano. E o óleo esqualeno já é encontrado no organismo humano naturalmente, e seu uso na vacina tem como finalidade o aumento de sua eficácia.

Outro mito é o de que a vacina causa efeitos colaterais muito fortes. A maior parte das pessoas vacinadas não sentem qualquer sintoma causado por ela, mas quando estes ocorrem costumam durar no máximo dois dias, e o mais comum inclui dor no local da aplicação, febre baixa e um mal estar geral.

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