Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020
Comportamento
29/08/2020 07:31:00
Estudos reforçam importância de prevenção para saúde da mulher
Patologias do trato genital inferior, especialmente as infecções relacionadas ao HPV, atingem 30% das mulheres de 50 e 89 anos.

NM/PCS

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O HPV (Papilomavírus Humano) caracterizado como uma patologia do trato genital inferior é o responsável por grande parte dos cânceres que matam mulheres em todo mundo e tem sido motivo de alerta por especialistas, que reforçam a importância de realizar check-up e exames preventivos, mesmo em tempos de pandemia.

O câncer no colo do útero, por exemplo, que possui íntima relação com o HPV, matou 311 mil mulheres apenas no ano de 2018, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana (OPAS). Outras doenças muito comuns nas mulheres são a perda urinária e prolapsos genitais, que são a perda de sustentação da bexiga, uretra, útero, intestino, reto, e segmentos vaginais. Segundo o ginecologista do Hospital Brasília Marcus Vinicius, “estima-se que 50% das mulheres terão perda de urina após os 50 anos, e 30% terão prolapso genital acima dos 50 anos”.

O médico explica que as patologias do trato genital inferior, especialmente as infecções relacionadas ao HPV, atingem 30% das mulheres de 50 e 89 anos, 21,7% de 18 a 83 anos, e 11% as de 80 anos.

Já a endometriose afeta 6,5 milhões de mulheres no Brasil e 176 milhões no mundo, segundo um levantamento da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). O especialista ressalta ainda que alguns sintomas servem de alerta para a mulher procurar um especialista em uroginecologia - sub especialidade indicada para infecções do sistema urinário (como a cistite, útero e bexiga caídos e perda urinária). “As mulheres com sintomas de flacidez vaginal, sensação de vagina larga, bola na vagina e perda urinária devem ser avaliadas pelo profissional adequado”, detalha.

O médico que atende no Hospital Brasília e na Maternidade Brasília, ressalta que a mulher com sintomas deve procurar um especialista, mesmo em tempos de pandemia.. “Nossos fluxos de cirurgia, exames e consultas são preparados para atendimento das pacientes com e sem sintomas relacionados ao covid-19, o que minimiza riscos e garante atendimento de qualidade às pacientes”, completa.

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