Terça-Feira, 20 de Abril de 2021
Comportamento
28/03/2021 11:59:00
Viver mais pode estar relacionado com as bactérias do seu intestino, aponta estudo
Pesquisa sugere que indivíduos que sofrem alterações na flora intestinal ao longo dos anos vivem mais e melhor.

G1/PCS

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Parte das respostas de como envelhecer bem podem estar nas nossas entranhas. Após observar mais de 4 mil adultos entre 18 e 98 anos, pesquisadores americanos descobriram que o segredo para se viver mais e melhor pode estar na alteração das bactéricas, vírus e fungos que habitam nossa flora intestinal.

Ao contrário do que se imagina, envelhecer com qualidade não está relacionado a manter o corpo que se teve na juventude - pelo menos, não no que se refere ao microbioma intestinal. Nesse caso, quanto mais alterações tivermos, maiores são as chances de vivermos mais e melhor.

Mudança da flora intestinal

No estudo publicado na revista científica “Nature Metabolism” foi observado que pessoas que tiveram uma alteração significativa no microbioma ao longo dos anos, alcançando um perfil único de microrganismos, também tinham níveis mais elevados de compostos promotores de saúde no sangue, incluindo compostos produzidos por micróbios intestinais que lutam contra doenças crônicas.

Em pessoas saudáveis, os tipos de microrganismos que dominam na fase adulta estarão presentes em menor proporção nas décadas futuras, dando lugar a novos micróbios que surgirão. Em pessoas menos saudáveis, foi observado que o microbioma intestinal pouco se altera e elas tendem a viver menos.

As descobertas indicam que o envelhecimento saudável do microbioma intestinal envolva o esgotamento de um determinado núcleo de micróbios e a sua substituição por micro-organismos menos comuns.

De acordo com os pesquisadores, as alterações no intestino começam ocorrer após uma certa idade na fase adulta e vão se tornando cada vez mais exclusivos. Esse fato foi notado tanto em homens quanto em mulheres, mas por uma razão que ainda não se sabe qual, o fato foi 50% mais pronunciado em mulheres.

“É muito possível que se tornar cada vez mais diferente com a idade seja uma característica universal”, afirmam os autores no estudo. Ainda assim, segundo eles, esse novo fato pode ajudar cientistas do mundo inteiro a compreender um pouco mais sobre o ainda desconhecido processo de envelhecimento e apontar caminhos mais exatos para a medicina e seus tratamentos.

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