Quarta-Feira, 19 de Dezembro de 2018
Coxim
15/04/2018 13:00:00
Alimentos doados ocupam sala de mãe que perdeu o filho, porém, é preciso muito mais
Não se trata de dar o peixe, mas de auxiliar uma mulher que não tem como trabalhar fora e necessita de apoio psicológico.

Sheila Forato

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Depois que o Edição MS mostrou o drama vivido por dona Denise Pereira de Oliveira, de 38 anos – que perdeu o filho adolescente num afogamento no rio Taquari – muitas pessoas se solidarizaram com a situação da família. A sala da casa simples do bairro Santa Maria, em Coxim, foi tomada por alimentos, doados por quem leu a reportagem:

Enterrar o filho adolescente foi apenas um dos dramas vividos por dona Denise

Foto: Sheila Forato

As doações vão matar a fome dessa mãe, que tem mais dois filhos, sendo um excepcional. Entretanto, é preciso mais. O caso dessa família precisa ser abraçado pelo poder público, por meio da Assistência Social, para que essa mãe receba ajuda periódica. Não se trata de dar o peixe, mas de auxiliar uma mulher que não tem como trabalhar fora e necessita de apoio psicológico.

Ela até pede oportunidade para fazer faxinas, porém, não é todo dia que tem com quem deixar o filho. Quem quiser abrir as portas de casa para que dona Denise possa limpar pode ligar no 67 9.9630-5526. Depois que o marido foi embora a família vive apenas com o benefício do filho excepcional, para pagar aluguel, água, energia, alimentos e remédios.

A famosa pensão vem, de vez em nunca. Não é um dinheiro certo para que mãe e filhos possam contar. Apesar de toda ajuda recebida, no final da tarde de sexta-feira (15), dona Denise disparou ao receber nossa reportagem em sua casa: “Trocaria toda essa comida para ter meu filho de volta”.

Foto: Sheila Forato

Com olhos marejados, ela relatou que naquele horário o filho estaria chegando da escola. E ela estaria na porta, do jeito que a encontramos, para receber Juliano Pereira de Oliveira, que morreu na semana passada, afogado nas águas do rio Taquari, em Coxim. Não foi fácil enterrar o filho, ela mesmo conta que passaram muitas coisas por sua cabeça.

“Quando estava esperando o corpo do meu menino chegar, ali na barranca do rio, pensei em me jogar, morrer mesmo, para irmos juntos. Mas, pensei nos meus outros dois filhos. Quando chegou a noite, depois de enterrar Juliano, voltei a pensar em fazer besteira. Queria fumar droga para tentar dormir”, relatou a mãe.

Segundo ela, a sorte foram pessoas próximas, que foram conversando e tirando essas ideias de sua cabeça. A ingestão de calmantes também tem acalmado dona Denise, que não mediu palavras para agradecer toda ajuda que tem recebido. “Ninguém vai substituir meu filho, mas agradeço por cada pessoa que Deus tem colocado em minha vida depois do ocorrido. Que todos receba muitas bênçãos”, finalizou a dona de casa.

Quem ainda quiser ajudar a família de alguma o endereço é rua Ranulfo Reginaldo dos Santos, número 80, bairro Santa Maria.

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