Quarta-Feira, 26 de Abril de 2017
CPI da Saúde
10/02/2014 09:00:00
CPI da Saúde corrige prestação de contas e valor passa de R$ 214 mil para R$ 330 mil
Entretanto, o valor total divulgado de gastos é de R$ 330.427,23, resultando em uma diferença de R$ 19.846,23 e um saldo divulgado de R$ 15.116,92.

Midiamax/PCS

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Publicada\n nesta segunda-feira (10) no Diário Oficial da Assembleia Legislativa de\n Mato Grosso do Sul a nova prestação de contas da Comissão Parlamentar \n de Inquérito que investigou a Saúde no Estado (CPI da Saúde) e os gastos\n saltaram de R$ 214.992,94 para R$ 330.427,23.\n Em dezembro, o deputado estadual Amarildo Cruz (PT) sinalizou ao Midiamax que o valor passaria dos R$ 300 mil. Porém, na semana passada (6), foi divulgado o primeiro relatório contendo o valor menor.\n Na primeira prestação de contas, foi divulgado que foram feitas três \n transferências de valores. A primeira de R$ 124.903,07, a segunda de R$ \n 70.180,00 e uma terceira de R$ 34.963,15, resultando em uma entrada de \n dinheiro de R$ 230.046,22. No entanto, foram devolvidos R$ 15.053,28 \n para a Assembleia em um cheque, resultando em um gasto de R$ 214.992,94.\n Agora, os valores transferidos para a CPI aparecem diferentes da \n primeira divulgação. A primeira transferência é de R$ 107.412,00, a \n segunda de R$ 65.000,00, a terceira de R$ 67.989,00 e uma quarta de R$ \n 70.180,00, totalizando R$ 310.581,00 em repasses.\n Entretanto, o valor total divulgado de gastos é de R$ 330.427,23, \n resultando em uma diferença de R$ 19.846,23 e um saldo divulgado de R$ \n 15.116,92. Este valor é exatamente o que aparece na divulgação anterior \n como um depósito em conta corrente no dia 18 de dezembro de 2013 para a \n CPI da Saúde.\n Em contato com o deputado Amarildo Cruz, o mesmo declarou que a \n publicação era do financeiro da Assembleia Legislativa. A reportagem \n tentou contato, mas não conseguiu. \n Consultores \n Somente com consultores foram gastos R$ 132.764,00. Entre os \n agraciados, há desde profissionais liberais já contratados pela \n Assembleia até ex-secretários estaduais ligados ao PT. Com os maiores \n pagamentos aparecem na lista o advogado Ronaldo de Souza Franco (R$ \n 22.085,6), o cientista político Saulo Monteiro de Souza (R$ 18.035,6), a\n psicóloga Lilian Regina Zeola (R$ 9.760,4), o advogado Rafael Meirelles\n Gomes de Avilla ( R$ 9.760,4), a jornalista Evellyn Rabelo Ferreira (R$\n 8.029,24) e o médico e sindicalista Ronaldo de Souza Costa (R$ \n 5.729,97).\n Entre aqueles que já possuem cargos na Assembleia Legislativa são \n discriminados valores que variam de R$ 500 a R$ 2 mil, sempre nominados \n como “ajuda de custo”. Outras despesas são com recibos sobre \n informática, transporte, alimentação, hospedagem, tanto aos deputados, \n quanto aos assessores e taxas bancárias. No final, a Comissão ainda \n devolveu R$ 15.053,28 para a Mesa Diretora.\n Fizeram parte da CPI os deputados estaduais Amarildo Cruz - \n presidente, Lauro Davi (PROS) - vice-presidente, Junior Mochi (PMDB) - \n relator, Eduardo Rocha (PMDB) - vice-relator e Onevan de Matos (PSDB) - \n membro.\n A CPI visitou 14 hospitais em todo o Estado, ouviu 96 pessoas em 35 \n audiências e analisou mais de 70 mil documentos. O relatório final foi \n apresentado no dia 2 de dezembro do ano passado, com 104 páginas e foi \n aprovado pela maioria. Porém, não indiciou ninguém.
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