Sábado, 29 de Abril de 2017
CPI da Saúde
03/12/2013 09:00:00
Sem nenhum indiciado da gestão passada, Mochi diz que aliviou para Bernal na CPI
Para Mochi, o desencontro de informações sugere crime de falsidade de declaração. “Mesmo ele fazendo isso eu alivio, porque nós só vamos ter consciência quando tivermos uma auditoria técnica capacitada”, diz, justificando a falta de pessoas apontadas no relatório.

Midiamax/PCS

Imprimir
Foto: Arquivo EN
Relator da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Júnior Mochi (PMDB) disse nesta terça-feira (3) que se tivesse que indiciar alguém seria o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, por crime de falsidade de declaração sobre o sistema Gisa. A resposta foi dada após o deputado ter sido questionado sobre as inúmeras irregularidades apontadas, mas nenhum indiciamento feito pela CPI, que inclusive gerou voto contrário do presidente, deputado Amarildo Cruz (PT). Mochi explicou que Bernal teria que ter notificado a empresa e pedido para que a instalação do sistema Gisa, que serviria para agendamento de consultas na rede pública de Campo Grande ao custo de cerca de R$ 10 milhões de reais, sendo 90% oriundos do Ministério da Saúde, fosse concluído. “Deveria ter pedido para a empresa concluir o projeto sob as penalidades legais. Quer dizer, ele tentou notificar, pediu prorrogação e não pediu a conclusão?”, questionou. Isso porque Bernal enviou um ofício ao Ministério da Saúde dizendo que o convênio com a empresa Telemídia, que fez parte da instalação do Gisa, tinha 95,4% de execução física e 96% de execução financeira. Os dados foram usados para pedir prorrogação de 12 meses do contrato, sob a alegação de que o IMTI – Instituto Municipal de Tecnologia da Informação iria readequar a rede de dados para colocar o sistema em funcionamento. Enviado no dia 16 de janeiro de 2013, o ofício foi questionado pela CPI, já que depois Bernal rebateu a informação dizendo que apenas 48% do projeto foi executado. A nova informação surgiu após uma auditoria da prefeitura. Para Mochi, o desencontro de informações sugere crime de falsidade de declaração. “Mesmo ele fazendo isso eu alivio, porque nós só vamos ter consciência quando tivermos uma auditoria técnica capacitada”, diz, justificando a falta de pessoas apontadas no relatório. O deputado Amarildo apontou 22 pessoas que precisam ser mais bem investigadas, sendo que dez precisam ser indiciadas: o ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), o dono da Telemídia, empresa responsável pelo Gisa, Naim Alfredo Beydoun, o ex-secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, outro ex-secretário municipal de Saúde da Capital, Leandro Mazina, a chefe da Divisão de Convênios e Gestão Responsável pelas Liberações dos Recursos Federais, Silvia Raquel Bambokian, a coordenadora do Gisa, Maria Cristina Abrão Nachif, o presidente do IMTI, João Yamaura, o chefe do setor de Licitações, Bertholdo Figueiró, o ex-diretor do HU/UFMS, José Carlos Dorsa e o ex-diretor do Hospital do Câncer Adalberto Siufi.
COMENTÁRIO(S)
Últimas notícias