Segunda-Feira, 24 de Junho de 2019
Economia
12/01/2019 07:21:00
Expectativa é que inflação permaneça em torno da meta do governo até 2022, diz Ilan

G1/LD

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O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, comemorou a inflação de 2018. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geogtafia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano em 3,75%.

A meta de inflação fixada pelo BC para o ano passado era de 4,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual – ou seja, ficando entre 3% e 6%, a inflação seria considerada dentro da meta.

Goldfanj destacou que a expectativa do mercado é de que, pelo menos até 2022, a inflação permaneça em torno da meta do governo. Para 2019 e 2020, o centro da meta foi fixado em 4,25% e 4%, respectivamente; e para 2021, em 3,75%.

"As expectativas de inflação para os próximos anos encontram-se também em torno da meta. Expectativa para 2019, em torno de 4%; 2020, em torno de 4%; 2021, 3,75%; 2022, 3,75%. Tudo isso é a pesquisa Focus, não é a projeção do Banco Central", afirmou. O relatório Focus é resultado de levantamento feito com mais de 100 instituições financeiras.

“A confiança de que a política monetária será reajustada quando houver desvios relevantes é o que gera a expectativa de ancoragem [da inflação] em torno da meta”, enfatizou o presidente.

Goldfajn também defendeu a necessidade de avanço das reformas econômicas para garantir a estabilidade inflacionária no país.

“Sabemos que a continuidade de reformas e ajustes [econômicos] é essencial para manter a inflação controlada e a taxa de juros estável”, disse.

Ilan deixará o Banco Central, após ter recusado permanecer no cargo no governo de Jair Bolsonaro. Ele será substituído por Roberto Campos Neto, executivo do Banco Santander e próximo a Paulo Guedes, ministro da Economia.

BC lança livro com entrevistas

O Banco Central lançou nesta sexta, no Rio, a coleção digital "História Contada do Banco Central". A obra reúne entrevistas com 25 ex-presidentes e outras personalidades que fazem parte dos 54 anos de existência da instituição do país.

“Quem acessar esse conteúdo e acompanhar os depoimentos não só vai ter conhecimento sobre a história do banco, mas vai perceber que os relatos parecem atuais”, disse Goldfanj, o atual presidente do banco.

Goldfajn lembrou que a coleção digital “é fruto de um projeto que começou em 1989, quando o banco fez 25 anos”. Naquele aniversário, foram entrevistados alguns dos ex-presidentes, o que foi sendo mantido até que foi feita uma publicação com depoimentos para marcar os 50 anos da instituição.

O ex-presidente do BC Alexandre Tombini destacou que “essa coleção é muito importante para se saber quais desafios enfrenta o presidente máximo da autoridade monetária nacional”.

Além de narrar a história do Banco Central, os depoimentos reunidos na coleção também traçam um panorama da evolução pela qual passou a economia nacional e internacional nestas mais de cinco décadas.

O evento teve ainda três painéis mediados pela jornalista Cláudia Safatle. O primeiro, "Em Busca da Institucionalização", contou com a participação de Ernane Galvêas, Carlos Geraldo Langoni, Fernão Carlos Botelho Bracher, Fernando Milliet de Oliveira e Elmo Camões.

O segundo painel teve como tema "Hiperinflação, Proer, Dívida Externa, Planos de Estabilização". Os debatedores foram Wadico Bucchi, Pedro Malan, Persio Arida e Gustavo Loyola.

Fechando o evento, o painel "Plano Real e Regime de Metas para a Inflação" teve participação de Gustavo Franco, Francisco Lopes, Arminio Fraga e Henrique Meirelles.

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