Sábado, 31 de Outubro de 2020
Economia
01/08/2020 07:02:00
“Morreu gente do mesmo jeito”, diz secretário da Associação Comercial
Entidade critica fechamentos diz que melhor medida é cumprir com os protocolos e mudar comportamento

CE/PCS

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Roberto Oshiro, 1º secretário da ACICG - Arquivo/Correio do Estado (Foto: Arquivo/CE)

O 1º secretário da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), Roberto Oshiro, afirmou que a implantação do mini lockdown, que funcionou nos últimos dois fins de semana em Campo Grande, não tiveram impacto na curva de contágio da Capital e nem a ocupação de Unidades de Terapia Intenvisa (UTIs). Segundo ele, por isso, a medida não seria eficaz para esse objetivo, mesmo tendo sido implantada em outros municípios de Mato Grosso do Sul e do país.

“A gente fez um estudo no nosso departamento de economia, aumentaram os casos de contágio, não diminuíram, o mini lockdown não resolveu para nada, então todas essas medidas restritivas que impactaram a economia, causaram desemprego, deixaram famílias sem o seu ganha pão, eles não resolveram a questão da pandemia. Morreu gente do mesmo jeito, aumentou o número de mortes, aumentou a taxa de ocupação dos leitos hospitalares, tantos os clínicos, quanto os de UTI”, declarou.

Para o representante da entidade, essas determinações restritivas não fizeram efeito porque, segundo ele, muitas pessoas já não cumprem a lei. “A percebeu que não adianta você ter normas, decretos, seja do poder executivo ou judiciário, se você não consegue coibir aqueles quem já não cumprem a lei. Não adianta fazer decreto de lockdown, como muitos especialistas pedem, se você vai ter uma grande parcela da população descumprindo”.

Oshiro ainda afirmou que a melhor forma de reduzir a curva de contágio seria cumprir os protocolos de biossegurança e mudar o próprio comportamento. “Eles (população) precisam saber que agora a gente precisa usar máscara, tem que manter distanciamento, evitar cumprimentar. Acabou rodinha de tereré. É assim que a gente vai contribuir para que a curva de aumento de contágio não fique muito elevada e também, para evitar o colapso do sistema de saúde, tem que entrar com a profilaxia, tem que dar o medicamento para a população, antes que ela piore”.

É de consenso entre autoridades de saúde e especialistas, porém, que é necessário duas semanas para que qualquer medida implantada de isolamento social surta efeito nas curvas de contágio, no número de internações e mortes pela Covid-19.

Sobre os medicamentos, apesar de Campo Grande ter aprovado um protocolo para o uso, em pacientes com sintomas iniciais, de Ivermectina, Azitromicina, Hidroxicloroquina, Sulfato de Zinco e Vitamina D, estudo feito em hospitais no Brasil mostrou que a Hidroxicloroquina não é eficaz no combate ao novo coronavírus em nenhum estágio da doença.

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