Quinta-Feira, 19 de Setembro de 2019
Eleições 2018
01/10/2018 10:43:00
Mulheres coxinenses se vestem com as cores do amor e aderem ao movimento #EleNão

Sheila Forato com Luma Danielle Centurion

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Sofia e Cecília abriam a passeata do #EleNão (Foto: Luma Danielle Centurion)

A tranquilidade do povo coxinense sempre prevaleceu, mesmo nos momentos em que o brasileiro ganhou as ruas em prol de alguma causa. Por isso, podemos considerar que o dia 29 de setembro de 2018 entrou para a história da centenária Coxim, cidade polo da região norte de Mato Grosso do Sul.

Mulheres coxinenses deixaram a zona de conforto e foram as ruas, vestidas com as cores do amor para dizer #EleNão. Em todo o Brasil elas ganharam a adesão das minorias e se tornaram maioria.

Em Coxim a passeata da resistência #EleNão também deixou de ser apenas uma hashtag e percorreu a avenida Virgínia Ferreira até a Concha Acústica.

Foto: Luma Danielle Centurion
Foto: Luma Danielle Centurion

À frente da passeata, cuja segurança foi garantida pela Polícia Militar, jovens carregavam cartazes que formaram a frase #EleNão, enfatizando o nome do movimento, que reúne aqueles que são contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Em Coxim, nenhuma bandeira partidária foi levantada durante a passeata. As mensagens carregadas por integrantes de diversos segmentos eram contra todo tipo de violência, principalmente contra a mulher, a comunidade LGBTmais e os negros.

Uma das organizadoras do evento, a professora de História da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Dolores Puga, puxou a frente, com frases de repúdio ao preconceito, inclusive o velado tão presente na vida das pessoas.

Na manhã desta segunda-feira (1º), Dolores fez uma análise da passeata a pedido do Edição MS e confessou que, inicialmente, a ideia era uma manifestação dentro do âmbito universitário, mas, os estudantes consideraram ampliar o movimento e ganharam a adesão de outros segmentos.

Foto: Luma Danielle Centurion
Foto: Luma Danielle Centurion

“Um grupo de Whatsapp foi criado e todas as mulheres adicionavam e suscitaram a participação de outras mulheres, mas também homens, que lotaram até o número máximo de participantes possível. Pensamos então em um evento criado nas redes sociais para a divulgação. A “Passeata da Resistência #EleNão” tomou uma proporção maior do que esperávamos, e isso se refletiu nas ruas de Coxim”, ponderou a professora.

Para Dolores, não é possível, ainda, saber o real impacto das manifestações #EleNão em nosso país. Contudo, ela lembra que, no próximo domingo, dia 7 de outubro, isso será demonstrado pelo resultado das urnas. “Mas, uma questão precisa ser dita: as mulheres estão revolucionando sua postura diante das questões políticas no Brasil”, finalizou a professora de história.

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