Segunda-Feira, 17 de Dezembro de 2018
Esportes
13/06/2018 13:21:00
Rosamaria solta o braço, Brasil afasta a preguiça e vence a Tailândia na Liga

Globo Esporte/LD

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Faltava uma maior motivação. Sobravam, por outro lado, o cansaço e o desgaste das longas viagens. Se o rival pouco exigia, então, o Brasil jogou apenas o que precisava. Com a vaga na fase final da Liga das Nações garantida, a seleção exagerou nos erros nesta quarta-feira, em Eboli, na Itália. Diante da frágil Tailândia, oscilou em alguns momentos, viu seu rival crescer, mas se recuperou a tempo de fazer o seu papel: 3 sets a 1, parciais 25/16, 25/22, 18/25 e 25/13.

A equipe brasileira encerra sua participação na fase de classificação nesta quinta-feira. Às 15h, o Brasil enfrenta a Itália, com transmissão do SporTV 2 e cobertura em Tempo Real do GloboEsporte.com.

Com a vaga garantida, Zé Roberto tentou fazer testes. Rosamaria foi titular pela primeira vez na Liga das Nações. E não decepcionou: saiu de quadra como maior pontuadora, com 18 pontos, e uma atuação consistente. Gabi, que ainda procura sua melhor forma, ficou em quadra por mais tempo, nos dois primeiros sets. Além delas, Mara também foi testada, e Monique e Macris ganharam mais tempo de jogo.

Rosamaria, talvez a maior mudança do dia, foi quem abriu a contagem. As rivais, logo de cara, mostraram que não causariam muitos problemas. Ainda mais frágeis que as belgas no dia anterior, as tailandesas se enrolavam em jogadas simples, da recepção ao levantamento. O Brasil, então, se aproveitou. Pelo meio, principalmente. Mal no bloqueio, as asiáticas não conseguiam marcar as centrais brasileiras.

Em menos de 15 minutos, depois de ataque de Bia, o time de Zé Roberto já tinha 16/7 no placar. Aos poucos, o Brasil relaxou e passou a dar pontos de graça para as rivais. Nada, porém, que tirasse o set das brasileiras. Em mais um erro das tailandesas, o Brasil fechou: 25/16.

Na volta à quadra, a Tailândia quis complicar a vida do outro lado. As brasileiras facilitaram o caminho das rivais, é verdade. Nos dois primeiros saques, erros de Roberta e Gabi. O placar chegou a ficar igual por duas vezes, em 4/4 e 6/6. Ajcharaporn era a grande arma das tailandesas, que buscavam, quem sabe, incomodar um pouco mais.

Faltava um pouco de motivação e, quem sabe, disposição. O Brasil controlava o jogo, mas no limite. Do outro lado, as tailandesas esbanjavam vontade. Tanto que voltaram a encostar e chegaram ao empate na reta final do set, em 21/21. A diferença técnica, porém, era evidente. Em ataque na rede das rivais, 25/22 para o Brasil.

A seleção voltou à quadra com Amanda no lugar de Gabi. A Tailândia, por outro lado, não quis desistir. A torcida do time asiático, com suas bandeirinhas, também quis acreditar. E deu certo. A facilidade do início já não existia mais. O Brasil se perdeu de vez e viu as rivais chegarem a 8/5 na primeira parada técnica.

À beira da quadra, Zé Roberto por pouco não invadia. Tentava, de todos os jeitos, acertar seu time em quadra. Mas, enquanto o Brasil errava, a Tailândia crescia. Aos poucos, a vantagem tailandesa aumentou, e a equipe brasileira pareceu incapaz de se recuperar. Com 25/18, a Tailândia seguiu viva, e o Brasil manteve a sina de perder ao menos um set nesta Liga das Nações.

Na volta à quadra, porém, o Brasil renasceu. Os erros diminuíram, e a diferença técnica voltou a se impor. Na passagem de Rosamaria pelo saque, com direito a dois aces, a vantagem brasileira chegou a 8/4. Foi a vez de o técnico tailandês tentar arrumar a casa. Não conseguiu. O Brasil disparou no placar e seguiu rumo à vitória: 25/13, em ataque de Monique.

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