Terça-Feira, 23 de Janeiro de 2018
Geral
11/01/2018 16:06:00
Clínicas particulares têm escassez de vacina da febre amarela; fornecedor busca alternativas

G1/LD

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Diante da alta demanda, centros particulares de vacinação registram falta ou escassez de vacinas da febre amarela. O G1 ligou para seis clínicas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Ou os estoques estão prestes a acabar ou não há, de fato, a vacina disponível -- que tem o preço mínimo de R$ 150.

Também a assessoria do grupo Dasa, que conta com centros em todo o Brasil, como o Delboni e o Lavoisier, diz que não há estoque de vacinas em todo o país devido à alta procura. "Os clientes estão sendo orientados a retomar o contato semanalmente para confirmar a disponibilidade da vacina", informou o grupo.

Em São Paulo, clínicas chegaram a incluir a informação numa gravação no menu da central de atendimento. A busca aumentou após a divulgação de mortes e casos da doença, e a adoção da dose fracionada, de 0,1 ml, na terça-feira (9), pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Nos centros particulares, a principal fornecedora é a Sanofi, que importa a vacina da França. A Sanofi informou está buscando alternativas para garantir o suprimento. "A companhia tem recebido um aumento inesperado de demanda", disse. Ela aponta ainda que podem ocorrer restrições no processo de importação.

A empresa informa que aumentou sua produção em 300% entre 2016 e 2017.

A Sanofi não deu uma previsão para o fornecimento nos centros que estão sem vacina. Segundo a companhia, no entanto, "a empresa está empenhada em atender todos os pedidos de vacinas o mais breve possível".

No SUS, o fornecimento é feito pela Fiocruz, uma instituição pública que fabrica a vacina no Brasil e não a fornece para clientes privados. Para garantir a vacina gratuitamente, a instituição vai fracionar a dose (dividir a dose padrão). Entenda o fracionamento e outras questões sobre a febre amarela.

Brasileiro pode se frustrar em centrais de atendimento

Nas ligações realizadas pelo G1 a centrais de atendimento de clínicas privadas de vacinação, muitas vezes não se chega nem a falar com um atendente: a informação sobre a indisponibilidade da vacina já é dada no primeiro contato, com uma gravação.

A central do laboratório Lavoisier (SP), por exemplo, incluiu em seu menu na central de atendimento um item só sobre a febre amarela. Ao digitar "1", a gravação informa: "Devido à alta procura pela vacina da febre amarela, informamos que não há estoque".

Já na central do Delboni, também em São Paulo, a atendente informou não ter vacina para a febre amarela. "Não temos mais estoque para essa vacina. Estamos aguardando informações". O último preço da vacina, informou a funcionária, estava em R$ 181 e o imunizante é aplicado mediante agendamento.

No centro de vacinas do Fleury, em face da demanda, uma gravação na central de atendimento já avisa que não há o imunizante. "O laboratório Fleury informa que não há a vacina da febre amarela."

Em Belo Horizonte (MG), a situação no laboratório Imunológica Vacinas é mais dramática: a central informou estar há mais de um ano sem a vacina. "Estamos sem vacina desde agosto de 2016", informou a atendente. "Não há nenhuma previsão, mas a última dose custava R$ 180."

Em Vitória (ES), a atendente do laboratório SIS Vacinas informou que a vacina até estava disponível, mas que havia poucas doses. O preço informado foi de R$ 150.

Já no Rio de Janeiro, a central de atendimento da clínica Vaccini informou que havia doses da vacina, no valor de R$ 180, mas que não poderia garantir a dose porque a demanda estava imprevisível.

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