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21/11/2023 12:00:00
Programa de sustentabilidade quer mais valor agregado à carne suína de MS

CGN/LD

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Lançado nesta segunda-feira, 20, o Programa Asumas (Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores) de Sustentabilidade, promete agregar mais valor à carne suína, promovendo uma economia circular nas propriedades gerando energia limpa, biofertilizantes e adotando práticas cada vez mais tecnológicas na suinocultura estadual. A proposta vem de encontro com a bandeira do Governo em tonar o MS um Estado Carbono Neutro até 2030. O evento de lançamento aconteceu no auditório da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS).

O programa tem por objetivo promover a sustentabilidade da cadeia produtiva de suínos de Mato Grosso do Sul, por meio de ações de pesquisa e desenvolvimento, comunicação empresarial e transferência de tecnologias, além de fornecer subsídios para a elaboração de políticas públicas.

A proposta, que pode garantir mais valor agregado a carne suína e fazer com que seja reconhecida no mercado, é uma bandeira do Governo do Estado. Por isso o programa está totalmente alinhado a estratégia de MS, de realizar o ciclo completo de produto e mitigar os processos de produção carbono.

Presente ao evento, o secretário daSemadesc (Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck garantiu que “isso é o que queremos para o Estado. Que este produto final da suinocultura de MS consiga agregar valor com sustentabilidade e que o mercado reconheça que esta carne tem que ter remuneração diferenciada”, salientou.

Alinhamento com o Leitão Vida

O secretário reforçou que todas as ações do PAS estão alinhadas as políticas públicas da Semadesc que incentivam a atividade por meio do programa Leitão Vida, do Governo do Estado, que neste ano já repassou mais de R$ 50 milhões em incentivos aos suinocultores estaduais que investem na adoção de novas tecnologias e projetos de pesquisa.

Perfil da suinocultura de MS

Atualmente a suinocultura estadual conta com mais de 110 mil matrizes em produção. O Estado é hoje o 6º no ranking brasileiro de abates com mais de 2,7 milhões de cabeças e produção de 247 mil toneladas de carne em 2022. São 126 empresas atuando no setor com geração de 16 mil empregos, e mais de R$ 16 bilhões de movimentação de produção.

“O Programa Asumas de Sustentabilidade não só coloca Mato Grosso do Sul na vanguarda, superando até mesmo estados mais tradicionais na suinocultura, mas também destaca nossa capacidade de liderar em termos de práticas sustentáveis”, explica o presidente da Asumas, Milton Bigatão. “Esse não será um daqueles programas que vem para avaliar ou punir o produtor. Vem para reconhecer e ressaltar que grande parte das práticas sustentáveis, já são implementadas pelos suinocultores de Mato Grosso do Sul. O Programa não apenas certifica esses esforços, mas também pode inspirar outras regiões do país a seguir nosso exemplo”, completa o presidente.

O que é o programa PAS

Para o desenvolvimento do Programa, a Asumas contou com a contribuição direta da Embrapa Agropecuária Oeste, e todo os princípios foram alinhados com a Semadesc, Sistema Famasul, Universidade da Grande Dourados, e instituições do Sistema S, como Senar/MS, Senai e Sebrae.

O PAS foi estruturado em seis eixos temáticos: energético, biosseguridade, agrícola, agregação de valor, ambiental, social e econômico, comunicação empresarial e transferência de tecnologia.

No primeiro eixo temático, o energético, a finalidade do Programa é maximizar a produção de variadas formas de energia, seja a partir dos dejetos gerados na atividade suinícola ou a partir do uso das instalações, com ênfase na produção de biogás e purificação. Já no segundo eixo, referente à biosseguridade, a meta é atualizar os protocolos e ampliar a adesão. O terceiro, o eixo agrícola, busca otimizar o uso de dejetos suínos como fertilizante para diferentes culturas agrícolas. Enquanto o quarto item, relacionado à agregação de valor, diz respeito à intenção de monetizar subprodutos da atividade suinícola como via produção de fertilizantes especiais, comercialização de energia e de créditos no mercado de carbono.

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Programa de sustentabilidade quer mais valor agregado à carne suína de MS Estado tem 110 mil matrizes em produção e está em 6º lugar no ranking brasileiro de abates

Por José Roberto dos Santos | 21/11/2023 10:25

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Granja de suínos em Mato Grosso do Sul; Estado tem 110 mil matrizes em produção. (Foto: Arquivo/Governo MS) Lançado nesta segunda-feira, 20, o Programa Asumas (Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores) de Sustentabilidade, promete agregar mais valor à carne suína, promovendo uma economia circular nas propriedades gerando energia limpa, biofertilizantes e adotando práticas cada vez mais tecnológicas na suinocultura estadual. A proposta vem de encontro com a bandeira do Governo em tonar o MS um Estado Carbono Neutro até 2030. O evento de lançamento aconteceu no auditório da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS).

O programa tem por objetivo promover a sustentabilidade da cadeia produtiva de suínos de Mato Grosso do Sul, por meio de ações de pesquisa e desenvolvimento, comunicação empresarial e transferência de tecnologias, além de fornecer subsídios para a elaboração de políticas públicas.

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A proposta, que pode garantir mais valor agregado a carne suína e fazer com que seja reconhecida no mercado, é uma bandeira do Governo do Estado. Por isso o programa está totalmente alinhado a estratégia de MS, de realizar o ciclo completo de produto e mitigar os processos de produção carbono.

Secretário Jaime Verruck (Semadesc) discursa no lançamento do programa PAS na Famasul. (Foto: Divulgação) Presente ao evento, o secretário daSemadesc (Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck garantiu que “isso é o que queremos para o Estado. Que este produto final da suinocultura de MS consiga agregar valor com sustentabilidade e que o mercado reconheça que esta carne tem que ter remuneração diferenciada”, salientou.

Alinhamento com o Leitão Vida

O secretário reforçou que todas as ações do PAS estão alinhadas as políticas públicas da Semadesc que incentivam a atividade por meio do programa Leitão Vida, do Governo do Estado, que neste ano já repassou mais de R$ 50 milhões em incentivos aos suinocultores estaduais que investem na adoção de novas tecnologias e projetos de pesquisa.

Perfil da suinocultura de MS

Atualmente a suinocultura estadual conta com mais de 110 mil matrizes em produção. O Estado é hoje o 6º no ranking brasileiro de abates com mais de 2,7 milhões de cabeças e produção de 247 mil toneladas de carne em 2022. São 126 empresas atuando no setor com geração de 16 mil empregos, e mais de R$ 16 bilhões de movimentação de produção.

“O Programa Asumas de Sustentabilidade não só coloca Mato Grosso do Sul na vanguarda, superando até mesmo estados mais tradicionais na suinocultura, mas também destaca nossa capacidade de liderar em termos de práticas sustentáveis”, explica o presidente da Asumas, Milton Bigatão. “Esse não será um daqueles programas que vem para avaliar ou punir o produtor. Vem para reconhecer e ressaltar que grande parte das práticas sustentáveis, já são implementadas pelos suinocultores de Mato Grosso do Sul. O Programa não apenas certifica esses esforços, mas também pode inspirar outras regiões do país a seguir nosso exemplo”, completa o presidente.

O que é o programa PAS

Para o desenvolvimento do Programa, a Asumas contou com a contribuição direta da Embrapa Agropecuária Oeste, e todo os princípios foram alinhados com a Semadesc, Sistema Famasul, Universidade da Grande Dourados, e instituições do Sistema S, como Senar/MS, Senai e Sebrae.

O PAS foi estruturado em seis eixos temáticos: energético, biosseguridade, agrícola, agregação de valor, ambiental, social e econômico, comunicação empresarial e transferência de tecnologia.

No primeiro eixo temático, o energético, a finalidade do Programa é maximizar a produção de variadas formas de energia, seja a partir dos dejetos gerados na atividade suinícola ou a partir do uso das instalações, com ênfase na produção de biogás e purificação. Já no segundo eixo, referente à biosseguridade, a meta é atualizar os protocolos e ampliar a adesão. O terceiro, o eixo agrícola, busca otimizar o uso de dejetos suínos como fertilizante para diferentes culturas agrícolas. Enquanto o quarto item, relacionado à agregação de valor, diz respeito à intenção de monetizar subprodutos da atividade suinícola como via produção de fertilizantes especiais, comercialização de energia e de créditos no mercado de carbono.

O quinto item, considerado transversal a todos os demais, por estar ligado ao ambiental, econômico e social, buscará avaliar o desempenho desses itens na propriedade, por meio de métricas reconhecidas cientificamente. Também transversal, o último item é o da comunicação empresarial e transferência de tecnologias, que preza por divulgar o PAS e suas atividades, além de realizar as transferências de tecnologias e preparar documentos que forneçam subsídios para políticas públicas.

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