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Educação
14/11/2019 13:54:00
Campus Três Lagoas do IFMS inaugura usina fotovoltaica

Da assessoria/LD

O reitor do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Luiz Simão Staszczak, inaugurou nessa segunda-feira, 11, a usina fotovoltaica do Campus Três Lagoas. Composta por cinco módulos capazes de gerar uma economia de até R$ 4 mil reais por mês, a unidade também é utilizada por professores e estudantes para atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Em funcionamento desde abril de 2018, a usina, que recebeu um investimento de cerca de R$ 470 mil para sua instalação, foi oficialmente entregue à comunidade em solenidade realizada na sede do campus.

“Mais do que contribuir para sustentabilidade financeira do campus, já que representa uma economia considerável de energia, a usina permite a difusão tecnológica para a sociedade, com a possibilidade de desenvolvimento de atividades e projetos em parceria com empresas e outras instituições públicas”, avaliou o reitor do IFMS.

Para o diretor-geral do Campus Três Lagoas, Ápio Silva, além da possibilidade de atividades práticas no campus, que oferta cursos nos eixos de Controle e Processos Industriais e Informação e Comunicação, a utilização da energia solar trouxe mais conforto a estudantes e servidores.

“A entrada em funcionamento da usina permitiu a utilização do ar-condicionado em tempo integral por todos que trabalham e estudam no campus. Isto também representa qualidade de vida”, afirmou Ápio.

Motivação

Na avaliação do professor Murilo Frigo, responsável pela coordenação da usina, a presença do equipamento no campus trouxe um aumento no interesse e na motivação dos estudantes para participação em projetos de pesquisa e extensão.

“Mais do que entregar potência e economia, que são mensuráveis, há resultados que não podem ser medidos. Os estudantes estão mais motivados e temos superados barreiras tecnológicas, com o desenvolvimento de cursos, palestras e projetos. Ela entrega muito mais do que kilowats”, ressaltou.

Segundo dados extraídos do equipamento em outubro, a usina já gerou energia equivalente ao consumo médio de 30 casas, representando a preservação de 2.232 árvores adultas ou, em termos de emissão de poluentes, uma redução equivalente a mais de 580 mil km rodados por automóveis.

Sustentabilidade

Além de Três Lagoas, outros oito campi do IFMS já possuem usinas fotovoltaicas instaladas. O parque atual destas usinas, quando em pleno funcionamento, representará uma produção de energia estimada em mais de R$ 428 mil reais.

“Isto irá implicar em um alívio orçamentário para as despesas de custeio do campus, que poderá utilizar os recursos para outras finalidades, aprimorando o atendimento aos estudantes e atendendo a demandas apresentadas”, afirmou o reitor.

Nesta semana, o IFMS garantiu mais de R$ 1,5 milhão para a expansão do parque de usinas. O recurso, obtido via Termo de Execução Descentralizada junto à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), irá permitir a instalação de 24 novos módulos nos campi.

“Com esta aprovação, o Campus Naviraí também passará a contar com uma usina e, em nossas estimativas, quando todas estiverem em funcionamento, a produção anual estimada de energia solar no Instituto será de mais de R$ 800 mil”, analisou o pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, Marco Naka, responsável pela elaboração dos projetos e plano de trabalho junto ao Ministério.

Somados os investimentos já realizados aos aprovados neste mês pelo MEC, o IFMS irá investir cerca de R$ 4 milhões na aquisição das usinas, como forma de contribuir para a sustentabilidade financeira dos campi.

Conquista

Além das usinas, na semana passada o Campus Três Lagoas foi contemplado com recursos de R$ 100 mil para a abertura de um curso de especialista pós-técnico em Energia Solar Fotovoltaica.

Com carga horária de 240 horas, o projeto elaborado pelo professor Murilo Frigo, aprovado pelo MEC, prevê a oferta do curso para estudantes egressos do curso técnico em Eletrotécnica e trabalhadores do município, como forma de prepará-los para trabalhar especificamente com energias renováveis.

“No técnico, eles recebem a base para trabalhar com energia solar, mas com esta especialização pós-médio, eles poderão se apropriar da tecnologia, e irão se tornar aptos a projetar e operar desde usinas de microgeração até uma fazenda solar”, explicou Murilo.

Segundo o professor, o recurso recebido será usado para o pagamento de bolsas e para aquisição de equipamentos, como simuladores para prática de instalação, além de equipamento de medição solar.

A previsão é que o curso comece a ser ofertado no segundo semestre de 2020.