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Tecnologia
30/01/2024 13:15:00
O Hubble encontra evidências de água em um exoplaneta próximo à Terra
O pequeno GJ 9827d poderia representar nova esperança para a humanidade

Metro/PCS

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A exploração espacial continua nos surpreendendo a cada dia, e o telescópio espacial Hubble da NASA/ESA é uma grande parte desse feito. Recentemente foi divulgada uma descoberta impressionante a apenas 97 anos-luz de distância.

Tratou-se do pequeno exoplaneta GJ 9827d, onde foi detectado vapor de água em sua atmosfera, o que representa um marco na pesquisa astronômica.

Um exoplaneta similar à Terra

Com apenas o dobro do diâmetro da Terra, este exoplaneta poderia ser a chave para entender a presença de atmosferas ricas em água neste e em outros planetas da galáxia.

Investigadores como Björn Benneke da Universidade de Montreal e Pierre-Alexis Roy, também da Universidade de Montreal, destacaram a importância dessa descoberta.

Ainda não está claro se a atmosfera do exoplaneta GJ 9827d é composta principalmente de água ou se ainda mantém uma atmosfera de hidrogênio/hélio.

O exoplaneta GJ 9827d poderia ser uma esperança?

Esta descoberta científica abre um novo caminho na compreensão dos exoplanetas, suas atmosferas e sua ligação com a Terra.

Com uma temperatura similar à de Vênus de aproximadamente 425 graus Celsius, este exoplaneta seria um lugar inóspito e úmido se sua atmosfera fosse predominantemente de vapor de água.

Nesse sentido, existem dois possíveis cenários para explicar a presença de água: uma atmosfera rica em hidrogênio coberta de água, o que o tornaria um mini-Netuno, ou uma versão mais quente de Europa, a lua de Júpiter, com uma composição de metade água e metade rocha.

A equipe de pesquisa observou o exoplaneta GJ 9827d durante 11 trânsitos, e os resultados sugeriram que se existem nuvens no planeta, estas não ocultam completamente a visão do Hubble da atmosfera.

No entanto, é importante mencionar que o GJ 9827d foi descoberto pelo telescópio espacial Kepler da NASA em 2017 e completa uma órbita ao redor de uma estrela anã vermelha a cada 6,2 dias.

Embora ainda haja muita pesquisa a ser feita, a possibilidade de que exista - ou possa existir - vida naquele exoplaneta ainda não está descartada completamente.