Terça-Feira, 11 de Agosto de 2020
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23/11/2019 09:49:00
Impasse com MSvia atrasa conclusão do Anel Viário
Prefeitura espera ANTT definir se a competência é do município ou da concessionária da BR-163, a CCR MSVia

CE/PCS

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Acesso à BR-163 está bloqueado no Anel Viário, e possível solução segue indefinida (Foto: Bruno Henrique / CE)

Enquanto a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não decide de quem é a competência para a construção da terceira rotatória do projeto do Anel Viário de Campo Grande, que ligará a saída de Rochedo – MS-080 – até a saída para Cuiabá (MT) – BR-163 –, a obra no local está parada e sem previsão de ser retomada.

O impasse ocorre porque a Prefeitura de Campo Grande, que tocou boa parte da obra, pediu para que o governo federal decidisse se ela poderia fazer a rotatória – principal intervenção que ainda falta para conclusão do projeto – no trecho da concessão da CCR MSVia.

“Depois que houve a concessão, ficamos com a dúvida se era de nossa competência, ou não, esse trecho da obra e pedimos para a ANTT resolver, mas ainda não houve resposta”, informou o superintendente de Obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Francisco Torres Martins.

A previsão era a de que a resposta do órgão federal fosse dada ainda em outubro deste ano, entretanto, até agora, não houve manifestação sobre o tema. Enquanto isso, a obra, que já está praticamente pronta, segue parada.

A reportagem do Correio do Estado percorreu boa parte do trecho em obras e constatou que as rotatórias na MS-010 (saída para Rochedinho) e MS-080 (saída para Rochedo) estão praticamente concluídas, faltando apenas alguns detalhes.

São 14.700 m² de alças de acesso, uma extensão de 1,4 km de pistas dimensionadas para absorver o fluxo pesado, principalmente de carretas e caminhões frigoríficos, entre as saídas para Cuiabá (BR-163) e Aquidauana/Sidrolândia (BR-262 e BR-060), onde estão localizados dois núcleos industriais e uma indústria frigorífica.

Porém, o trecho entre a rotatória da MS-010 com a BR-163 é o mais comprometido. A pavimentação foi parada antes mesmo de chegar próxima à rodovia e, em alguns trechos, o meio-fio está quebrado. De acordo com o superintendente da Sisep, até a entrega da obra a empresa responsável pela construção, a Anfer Construções Ltda., deverá reparar todo defeito na pista.

“Ao longo do tempo, tivemos algumas coisas que foram danificadas, mas a empresa tem que entregar tudo certinho, funcionando”, declarou Martins. Ainda segundo ele, a obra que compete ao município está 90% concluída, faltando apenas detalhes, como sinalização horizontal e vertical.

A obra começou em 2011, com algumas alterações no prazo de conclusão. Inicialmente, a entrega definitiva deveria ocorrer em julho de 2014, porém, no ano passado, foi pedido novamente aumento de prazo e a estimativa agora é que a entrega fique para maio de 2020.

PRAZO

Conforme o superintendente da Sisep, a partir do momento em que o trecho foi retomado, a estimativa é de que sejam 90 dias de trabalho, sem contar os dias de chuva.

“Para cada dia de chuva, são quatro dias parados. Então, são 90 dias, mas sem contar esses períodos de espera. E agora estamos entrando no período de chuva, então, com certeza, teremos períodos parados”.

Neste último trecho serão feitos, além da rotatória, acessos a 24 propriedades que margeiam os 24 km do traço deste último braço, construídas canaletas de drenagem, sinalização e plantio de grama no aterro das rotatórias.

A obra foi parada em 2014 e retomada no ano passado, após vários impasses. Para retomar a construção, a prefeitura teve de fazer readequações no projeto e negociar com o governo federal a suplementação de recursos para custear intervenções que não estavam previstas no convênio original, firmado em 2009.

No trecho entre as saídas de Rochedinho e Cuiabá, por exemplo, quando foi retomada a terraplanagem, constatou-se a necessidade de dois colchões de pedras para drenagem da água de duas nascentes, localizadas no trecho em nova sondagem, ao custo de R$ 600 mil.

Também foram feitas mudanças nos projetos das três rotatórias para comportar o tráfego de caminhões pesados – como as carretas bitrens – e parte do tráfego pesado que o trecho vai absorver, migrando da Avenida Cônsul Trad.

Até o fim do ano passado, a confirmação era a de que, para ser concluída, a obra deveria consumir um total de R$ 46,568 milhões, somando R$ 9,5 milhões em recursos da União, que serão necessários para concluir o último trecho do Anel Viário – justamente o da rotatória na BR-163. A prefeitura colocou R$ 950 mil, que representam 10% de contrapartida.

As alterações somadas exigiram um aditivo de R$ 1.603.513,62 no convênio. Do valor total previsto anteriormente para investimento, R$ 26.440.565, R$ 17 milhões foram de responsabilidade da União, enquanto o município entrou com a contrapartida de R$ 2.827.949,02, basicamente destinada às despesas com desapropriações.

ACESSO

A pista, no sentido Rochedinho, teve 400 m duplicados (com alça de acesso). Avança 500 m em direção à BR-163 e 500 metros no sentido Rochedo (MS-040). A rotatória na saída para Rochedo tem 10.500 m².

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