Domingo, 18 de Novembro de 2018
Meio Ambiente
16/01/2018 08:37:00
Em pleno janeiro, Pantanal já está ameaçado com possível supercheia
Norte do Rio Paraguai, em MT, enfrenta alagamento e águas chegarão a MS

CE/PCS

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Foto: PC de Souza

Pecuaristas da região do Pantanal devem se preparar para uma supercheia este ano. Com as chuvas acima da média, o nível do Rio Paraguai já está alto em alguns trechos, como na estação São Francisco, em Corumbá, onde o nível está em 596 centímetros. Ano passado, no mesmo período, a régua media 479 centímetros.

A previsão é de que o volume de água ultrapasse a cota de permanência (média máxima) nos próximos quatro meses, que é quando o Sul recebe águas do Norte (Mato Grosso) - onde já existem áreas alagadas. Com isso, o rio deve atingir 500 centímetros.

Em Cáceres, no Mato Grosso, proprietários da fazenda São João precisaram remanejar rebanho de mais de 15 mil animais depois que a cota do rio subiu 20 centímetros em três dias e invadiu a área no último fim de semana. A propriedade fica próxima à Bahia de Uberaba e pertence à família do produtor rural Chico Dias.

“Está chovendo como nunca por lá, por isso foi preciso retirar o gado às pressas, o nível do rio sobe muito rápido. Não deve demorar para chegar a Mato Grosso do Sul, então fica o alerta para o produtor começar a se movimentar com relação a isso”, aconselha Dias.

A preocupação do produtor rural é compartilhada pelo pesquisador Carlos Padovani, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal. Segundo ele, ainda nesta semana, a Embrapa deve emitir um alerta aos produtores, para que retirem o gado de áreas típicas de inundações.

“Por hora, não é possível afirmar quais níveis serão alcançados, pois depende do quanto ainda vai chover, mas existe uma grande preocupação com relação à cheia, considerando o acumulado de chuva dos últimos 30 dias e da primeira quinzena de janeiro”, sustenta, ressaltando que há ainda a “previsão chuvosa para o final deste mês, e a tendência é de que o nível do rio ultrapasse 5 metros”, explica.

De acordo com Padovani, apesar do alerta principal ser para áreas localizadas em regiões baixas, o sobreaviso também é válido para locais que não costumam ser afetados pela cheia.

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