Domingo, 15 de Setembro de 2019
Meio Ambiente
03/06/2019 17:19:00
Taquari terá recursos para desassoreamento, diz ministro
Ministro definiu como prioridade a recuperação do rio

CE/PCS

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Região do Caronal, onde o dinheiro será investido, segundo o Ministério, na Região Norte recursos já foram destinados e aplicados. (Foto: Arquivo/PC de S ouza)

Na próxima quarta-feira (5), o Ministério do Meio Ambiente deve anunciar oficialmente os recursos que serão destinados para a execução da primeira fase do projeto de recuperação e preservação da Bacia do rio Taquari, em Mato Grosso do Sul.

O comunicado foi feito pelo ministro Ricardo Salles, em encontro com o governador do Estado, ontem (2), na Base Aérea de Campo Grande. “É prioridade absoluta do ministério encontrar soluções para esse problema, que sejam factíveis e tenham horizonte de aplicação bastante curto”, afirmou Salles.

Azambuja havia se reunido com o ministro em Brasília, em fevereiro, acompanhado do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Agricultura Familiar e Produção, (Semagro), Jaime Verruck, ocasião em que apresentou a proposta do Governo do Estado para a recuperação da Bacia do Taquari, que sofre um processo de assoreamento, responsável pela inundação de milhares de hectares no Pantanal. Diante da situação, o ministro elegeu a ação como prioridade.

Na conversa que teve com Reinaldo, no domingo, o ministro reafirmou o compromisso e anunciou a liberação do recurso, durante lançamento do projeto de recuperação da Bacia do Araguaia, em ato que terá a presença do presidente Jair Bolsonaro, na quarta-feira.

A verba a ser destinada para o Taquari será captada via conversão de multas ambientais devidas à União, que totalizam mais de R$ 6 bilhões, por meio de edital a ser publicado pelo Ministério do Meio Ambiente, semelhante a outros projetos de recuperação de bacias hidrográficas, como a do Rio São Francisco. O projeto executivo, que está sendo finalizado pelo Estado, prevê linhas de crédito subsidiadas aos produtores afetados pela degradação ambiental.

Conforme informações do Governo do Estado, o ministro esteve no fim de semana na Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, onde se reuniu com o secretário da Semagro e organizações ambientalistas. Antes do retorno à Brasília, Salles teve um encontro com o governador do MS, oportunidade em que discutiram ações conjuntas que vão contemplar também os banhados de Bonito.

REIVINDICAÇÃO

O Sindicato Rural de Corumbá vai defender junto ao Governo do Estado e ao Conselho Estadual de Controle Ambiental (Ceca) a aplicação de parte dos recursos garantidos pelo Ministério na parte baixa da bacia, onde concentra-se a maior parte do desastre ambiental.

O assoreamento do rio inundou permanente 1,3 milhão de hectares do Pantanal, além de causar impactos sociais e econômicos. O presidente da entidade ruralista, Luciano Aguilar Leite, também participou da reunião com Ricardo Salles, no Refúgio Caiman.

“Queremos que a área inundada seja prioridade e tenha recursos, não adianta apenas atacar o mal no planalto”, cobrou Luciano, salientando que os recursos investidos até agora na Bacia do Taquari têm contemplado apenas a borda do Pantanal, na região Norte (Coxim, Sonora, Rio Verde e São Gabriel do Oeste). “Temos situações graves ocorrendo na planície, como o isolamento de centenas de famílias com a paralisação da navegação pelo rio”, disse.

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