Domingo, 21 de Outubro de 2018
Mundo
03/10/2018 16:56:00
EUA fazem teste mandando 'alerta presidencial' de emergência a milhões de celulares

G1/LD

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A Agência Federal de Gerenciamento de Emergências dos EUA (Fema, na sigla em inglês) enviou nesta quarta-feira (3) um alerta para dezenas de milhões de celulares do país para testar um sistema avisaria o público no caso de uma emergência nacional.

A mensagem estava originalmente programada para setembro, mas foi adiada para 14h18 desta quarta, pela hora da Costa Leste, 15h18 em Brasília.

O sistema disparou um tom alto nos telefones, uma vibração especial e uma mensagem que dizia: “ALERTA PRESIDENCIAL - ESTE É UM TESTE do Sistema Nacional de Alerta de Emergência Sem Fio. Nenhuma ação é necessária"

Um alerta separado na televisão e nos rádios foi emitido às 14h20.

Autoridades federais disseram que o presidente Donald Trump não esteve pessoalmente envolvido no envio do alerta de teste. Tais mensagens presidenciais seriam enviados no caso de um ataque de míssil iminente ou outra emergência nacional, e os usuários de telefones celulares dos EUA não poderão desativar seu recebimento.

As autoridades disseram que esperam que o alerta chegue a até 225 milhões de celulares nos EUA, mas que não chegariam a todos os telefones por diferentes razões. Algumas pessoas relataram que não receberam o alerta ou que ele chegou com atraso.

O teste atraiu muita atenção nas redes sociais, em parte brincando com o gosto de Trump por postar no Twitter, onde tem 55 milhões de seguidores.

Em uma teleconferência na terça-feira, funcionários do governo disseram a repórteres que Trump não acionaria pessoalmente o alerta -- de seu telefone ou de qualquer outro dispositivo -- e enfatizaram que nenhum presidente poderia "acordar uma manhã e tentar enviar uma mensagem pessoal".

O alerta de teste foi enviado por um dispositivo semelhante a um laptop de um laboratório da Fema.

Mais cedo, na quarta-feira, um juiz federal em Nova York rejeitou um pedido para bloquear o teste em um processo aberto no mês passado por três residentes de Nova York.

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