Domingo, 9 de Dezembro de 2018
Polícia
06/07/2018 14:33:00
Caso Vitória: Polícia Civil conclui inquérito sobre morte da menina em Araçariguama

G1/LD

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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da menina Vitória Gabrielly, de 12 anos, em Araçariguama (SP). O caso foi entregue ao Ministério Público em São Roque (SP) nesta quinta-feira (5), conforme divulgado por fontes ouvidas pela TV TEM nesta sexta (6).

Os laudos da perícia que ainda não foram emitidos serão anexados ao processo assim que concluídos. Ainda conforme a Polícia Civil, a investigação não tem dúvidas da participação dos três suspeitos presos no assassinato de Vitória Gabrielly.

Como o caso está sob sigilo da Justiça, os detalhes sobre o papel de cada suspeito na autoria do crime não foram divulgados, bem como o teor dos depoimentos de quase 100 pessoas ouvidas.

Na terça-feira (3), a polícia informou que Vitória foi morta por engano em um acerto de contas por uma dívida de R$ 7 mil de tráfico de drogas. A motivação do crime foi relevada por uma testemunha ouvida pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Investigação

Com base nos depoimentos e provas periciais, a polícia prendeu três suspeitos de participação no crime: o servente de pedreiro Júlio César Lima Ergesse, e o casal Bruno Marcel de Oliveira e Mayara Borges de Abrantes – todos moradores de Mairinque. O trio preso temporariamente foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

A hipótese de que a menina foi morta por engano era investigada desde o início do caso e, conforme a polícia, foi confirmada pela testemunha ouvida no DHPP, na capital.

A testemunha, que teve a identidade preservada, disse que recebia ameaças de morte por dever R$ 7 mil a um traficante, e que tem uma irmã com as mesmas características físicas de Vitória. Disse ainda saber que o traficante punia familiares de devedores.

Prisão dos suspeitos

O primeiro suspeito preso pela morte de Vitória foi o servente de pedreiro Júlio César Lima Erguesse, de 24 anos, localizado após uma denúncia. O rapaz chegou a dar seis versões sobre o desaparecimento da menina, mas de acordo com o delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, "o núcleo dos depoimentos, o itinerário", sempre foi o mesmo.

Júlio afirma que saiu de Mairinque com o casal e foi até Araçariguama achando que buscariam droga. Entretanto, diz que Mayara obrigou a menina a entrar no carro. O pedreiro disse à polícia que foi deixado em uma rua na volta para a cidade onde mora e que, portanto, não sabia o que aconteceu depois disso. A informação foi negada em depoimento pelo casal.

Laudos do Instituto de Criminalística de São Paulo concluíram que Vitória foi morta com um golpe "mata-leão", provavelmente no dia 8 de junho, quando desapareceu, e que havia material genético de Vitória sob as unhas de Júlio.

Cães farejadores também sentiram o odor de Bruno no local onde o corpo foi encontrado, às margens de uma estrada rural em Araçariguama, no bairro Caxambu.

Repercussão

O desaparecimento da menina Vitória Gabrielly mobilizou parentes, amigos e moradores da região de Araçariguama que espalharam cartazes com a foto dela em busca de informações sobre seu paradeiro.

Foram feitas buscas em Araçariguama, Mairinque, São Roque e em Alumínio, até nas imediações da Represa de Itupararanga. O corpo foi encontrado no dia 16 de junho, às margens de uma estrada de terra, após o cachorro de um catador de recicláveis indicar o local ao dono. O enterro da menina reuniu cerca de 2 mil pessoas no cemitério da cidade.

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