Segunda-Feira, 14 de Outubro de 2019
Polícia
27/06/2019 11:22:00
Contradição levaram à prisão de piloto e vigia de hangar
Dupla foi presa na manhã desta quinta-feira (27) em Paranaíba

CGNews/PCS

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Piloto e vigia foram presos na manhã desta quinta-feira (27). (Foto: Pablo Nogueira/InterativoMS)

Divergências nos depoimentos durante a investigação de suposto sequestro e roubo de uma aeronave do modelo Cessna 182 Skylane, levaram à prisão temporária do piloto Edmur Guimara Bernardes, 78 anos, e do vigia Idevan Silva de Oliveira, 52 anos.

A dupla foi presa na manhã desta quinta-feira (27) em Paranaíba, cidade distante a 475 quilômetros de Coxim, durante a fase Rota Caipira da Operação Ícaro.

Os dois viraram suspeitos logo depois do piloto reaparecer com a aeronave. "Levantou suspeita da Polícia Civil o fato de no dia seguinte ao crime, o piloto pousar com a aeronave no aeroporto de Cáceres, no Mato Grosso, alegando que conseguiu fugir e decolar com o avião durante um descuido dos hipotéticos sequestradores", informa nota enviada pela Polícia Civil.

Os dois também apresentaram versões diferentes das imagens colhidas pelo sistema de câmeras do hangar.

Segundo a delegada Ana Cláudia Medina, da Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), a equipe policial chegou a Paranaíba na segunda-feira (24) e deu início as entrevistas para, inclusive, com a reprodução simulada do que ocorreu no aeroporto.

"Tivemos uma série de divergências nas versões prestadas oficialmente pelo Idevan e também na do Edmur. Não tivemos outra opção a não ser fazer essas prisões temporárias que foram cumpridas hoje", disse Medina ao site Destak Agora.

Conforme a delegada, um terceiro morador da cidade, também com vínculo com a área da aviação, é outro alvo das investigações. ''Está sendo investigado por conta de denúncias. A casa dele em uma fazenda passou por busca e apreensão para que nós pudéssemos apurar o que estava sendo denunciado, essas divergências apresentadas", explicou.

Edmur Guimara Bernardes forjou sequestro em Paranaíba. (Foto: Reprodução)

Nesta fase da investigação, a polícia trabalha com dados de câmeras de segurança, versões apresentadas pelos envolvidos e testemunhas. ''Várias pessoas foram vistas aqui, inclusive, há retratos falados. Mas também temos informações de que as vítimas que registraram os retratos não falaram a verdade'', disse.

Além dos dois mandados de prisão temporária, estão sendo cumpridos na cidade cinco de busca e apreensão em residências, fazenda e outros hangares do aeroporto municipal.

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