Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017
Política
13/11/2017 13:39:00
Temer anuncia pacote de ações sociais de R$ 157 milhões para atender 50 mil jovens

G1/LD

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O presidente Michel Temer anunciou nesta segunda-feira, no Rio, que o pacote de programas sociais conjugado às ações de segurança pública, o chamado Programa Emergencial de Ações Sociais, terá aporte de R$ 157 milhões. As ações, que já vinham sendo divulgadas por autoridades estaduais e federais desde julho deste ano, devem atender 50 mil crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Os beneficiários têm de estar cadastrados no Programa Bolsa Família ou inseridos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Temer veio acompanhado da primeira-dama, Marcela Temer, chamada de “encantadora” pelo prefeito Marcelo Crivella.

Em seu discurso, Temer bateu na tecla da paz e da cooperação entre as esferas federativas. Ficou a ambiguidade se seria a “paz” mencionada um recado para as autoridades ali presentes.

— O que se verifica aqui é uma cooperação. Quando nós percebemos que todos esses setores estão trabalhando juntos, podemos dizer que o Brasil tem jeito e cada vez mais futuro. Nós, de alguma maneira, daqui a algum tempo estaremos fora e os jovens cada vez mais no interior de todas as atividades. O que precisamos fazer é incentivar essa cooperação entre todos.

REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

O ministro Osmar Terra afirmou que haverá ações esportivas e de capacitação em tecnologia da informação para jovens de comunidade. Terra chegou a afirmar que esses adolescentes carentes podem “até, um dia, começar startups”. Segundo ele, o foco das ações é reduzir a violência nessas áreas.

— Temos enorme efetivo militar apoiando a polícia no Rio de Janeiro pra reduzir a violência. Mas a experiência mostrou que isso por si só não é suficiente. Se não modificarmos a estrutura social e não melhorarmos as condições de vida da população, isso acaba tendo um efeito passageiro. São ações complementares à área de Segurança para o Rio de Janeiro e para a região metropolitana.

Terra disse ainda que a pobreza é uma questão de “desigualdade social”, mas disse que os jovens não são obrigados a permanecer sem perspectivas.

— Mas ninguém é obrigado a ficar nessa vida. Ter esse destino.

O ministro esqueceu o nome do Departamento de Acões Socioeducativas (Degase) ao anunciar que também haverá ações direcionadas aos jovens internos.

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