MMN/PCS
ImprimirA data da nova eleição em Bandeirantes segue sem definição até que o processo volte para pauta do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O município, a 183 quilômetros de Coxim, está aos comandos do presidente da Câmara Municipal desde o início de 2025.
Em 1º de janeiro, o vereador Marcelo Abdo (PP) tomou posse na Câmara. Assim, eleito o presidente da Casa, assumiu a prefeitura interinamente.
Isso porque o TSE confirmou o indeferimento da candidatura de Álvaro Urt (PSDB), eleito prefeito em Bandeirantes. O prefeito eleito recorreu ao Superior.
Em 11 de fevereiro, o relator, ministro André Mendonça, negou provimento ao agravo interno. Então, determinou uma nova eleição para os cargos de prefeito e vice-prefeito de Bandeirantes.
“Independentemente da publicação do acórdão e de eventuais recursos”, pontuou o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) ao Midiamax. Contudo, o Ministro Nunes Marques pediu vista do processo logo em seguida.
Então, em 11 de março, o ministro Nunes Marques pediu a prorrogação do prazo do pedido de vista. “Até o momento, não há nova data definida para o retorno do processo ao plenário do TSE”, pontuou o TRE-MS.
Candidatura barrada
Decisão do TSE indeferiu a candidatura dele e barrou a terceira candidatura após eleição no município, a 183 quilômetros de Coxim. Decisão de 10 de outubro do TSE se baseia na cassação de Urt como prefeito do município, em decorrência de infrações político-administrativas entre 2016 e 2020.
Ao Jornal Midiamax, Urt afirmou que já recorreu da decisão. “Agora nós fizemos um recurso para rejeitar essa decisão monocrática”.
Então, destacou que “no recurso eles não mencionaram a decisão do TRE-MS que por unanimidade aprovaram o registro aqui. Se for aprovado pelo TSE, eu vou tomar posse normal”.
Urt conversou com a reportagem e relembrou de outras decisões após eleição.
“Três eleições aqui em Bandeirantes sabe e eu ganhei, eu fui eleito nas três eleições”, disse. Os dois casos aconteceram nas eleições de 2020, sendo a primeira por cassação após investigação da emissão de notas fiscais frias no serviço de manutenção da frota de veículos da prefeitura. Por fim, a outra em disputa sob judice em 2020 — a segunda vez que eleito na cidade.