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Cidades
08/01/2014 09:00:00
MPF analisa inquérito da PF que não apontou culpado por morte de índio
O caso está nas mãos da promotora da República, Danilce Vanessa Camy, e não tem prazo para ser concluído.

CGNews/AB

Desde segunda-feira (6), o MPF \n (Ministério Pública Estadual) analisa o inquérito da PF (Polícia \n Federal), que não apontou culpado pela morte do indígena Oziel Gabriel, \n 35 anos. O caso está nas mãos da promotora da República, Danilce Vanessa\n Camy, e não tem prazo para ser concluído.De acordo com a \n assessoria de imprensa do MPF, ao contrário do que informou a PF, o \n relatório chegou à instituição no dia 17 e não no dia 6 de dezembro. \n Três dias depois (dia 20), o órgão entrou em recesso e retomou as \n atividades na última segunda-feira.Ainda segundo a assessoria, a \n promotora pode ou não aceitar o relatório. No caso de aprovar a \n investigação, o MPF pode determinar autoria e oferecer denúncia ou não. \n Na hipótese de não acolher o relatório, há possibilidade de a promotora \n requerer mais diligências no intuito de chegar ao autor do crime.No\n inquérito nº 240/2013, assinado pelo delegado Paulo Machado, não é \n apontado culpado pela morte do indígena, porque as investigações não \n concluíram de qual arma saiu o projétil que atingiu Oziel. Dessa forma, \n não houve indiciados porque a bala não foi encontrada.Descontente\n com o resultado das investigações, o conselheiro do Cimi (Conselho \n Indigenista Missionário) em Mato Grosso do Sul, Flávio Machado, adiantou\n que recorrerá ao MPF para que a morte do indígena não fique impune.O caso\n – Oziel foi morto, dia 30 de maio do ano passado, durante a operação de\n reintegração de posse da Buriti, que estava ocupada por índios terena \n desde o dia 15 daquele mês. Eles se negavam a deixar a propriedade, sob \n alegação de que a área é indígena.O proprietário da fazenda, \n Ricardo Bacha, conseguiu que a Justiça concedesse a reintegração, que \n foi cumprida pela Polícia Federal, com reforço da Cigcoe. O conflito \n durou cerca de oito horas e outros cinco terenas ficaram feridos, quatro\n homens e uma mulher.