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A Organização Mundial da Saúde desaconselhou o uso prolongado de adoçantes em dietas de controle de peso.
A posição da OMS veio em um documento com 90 páginas. A Agência da ONU para a Saúde decidiu emitir a recomendação com base nos estudos feitos até agora.
Segundo o documento, a revisão sistemática dessas evidências não encontrou benefício a longo prazo para a redução da gordura corporal - nem em adultos, nem em crianças.
O documento cita ainda potenciais efeitos indesejados do uso prolongado de adoçantes na forma de aumento do risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e mortalidade em adultos.
Os adoçantes mais comuns citados pela OMS no estudo são: acesulfame de potássio, aspartame, advantame, ciclamatos, neotame, sacarina, sucralose, estévia e derivados de estévia.
Os adoçantes feitos de açúcar de baixa caloria e álcool de açúcar, como eritritol e xilitol, não fizeram parte dos estudos.
A recomendação da Organização Mundial da Saúde contra o uso de adoçantes sem açúcar vale para crianças e adultos - incluindo mulheres grávidas e que amamentam. Só não vale para pessoas com quadro pré-existente de diabetes.
A diretora do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Maria Edna de Melo, explicou que não é para substituir o adoçante por açúcar e que a diretriz busca orientar os governos para uma alimentação mais saudável.
“É muito para que os governos se organizem no sentido de não ter a introdução dos adoçantes como parte de uma alimentação para o controle do peso. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é para que as pessoas tenham uma alimentação mais saudável", explica. Ela também tranquilizou a população, afirmando que a orientação não é motivo para pânico e que o importante é conversar com um médico.
"Cada pessoa que usa adoçante, por orientação do seu nutricionista ou do seu médico, procure-o para fazer a discussão. Não precisa alarme. A gente tem que ter muita cautela na hora que a gente vai recomendar e também deixar de recomendar qualquer produto para os pacientes", orienta Maria Edna.