Folha Press/LD
Nesta quarta (29), último dia do prazo, de acordo com o estatuto do torcedor, o Palmeiras pediu ao departamento de competições da Federação Paulista de futebol (FPF) para atuar em seu novo estádio no dia 8 de novembro, contra o Atlético-MG.
No entender do coronel Marcos Marinho, chefe do departamento de segurança da entidade, no entanto, o jogo não deve acontecer no local. Na visão dele, o mais provável é que o Palmeiras enfrente o Atlético-MG no Pacaembu, onde vem mandando seus jogos nesta temporada.
Isso porque, segundo o coronel Marinho, a FPF não teve acesso a quatro laudos necessários para o agendamento da partida: laudo de segurança, fornecido pela Polícia Militar (PM), laudo de liberação pelo Corpo de Bombeiros, laudo de vistoria de engenharia, concedido pelo Conselho Regional de Engenharia (Crea) e laudo de condições sanitárias e de higiene, fornecido pela prefeitura.
A reportagem apurou que o Corpo de Bombeiros já liberou o estádio para sua carga máxima (43,6 mil), mas a FPF ainda não recebeu o laudo.
"Este laudos precisam chegar à FPF em tempo hábil para serem enviados ao Ministério Público e à CBF", disse Marinho.
Durante esta quarta-feira, funcionários da WTorre, construtora responsável pela obra, também estiveram na Federação Paulista para tentar fazer lobby pela liberação.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Habitação, o estádio já recebeu a liberação para operar comercialmente e receber eventos. O Habite-se, alvará definitivo para uso de edificações, será o último dos documentos emitidos, e só será concedido após laudo do Crea.