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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) avançam nas discussões para a criação de um Núcleo de Acolhimento a vítimas de assédio e discriminação no Poder Judiciário. A iniciativa pretende atender magistrados, servidores, estagiários e colaboradores que enfrentam essas situações no ambiente de trabalho.
A proposta surgiu a partir do Projeto Acolher, produto de pesquisa desenvolvido por uma servidora do TJMS. Fernanda Baldo Romero, integrante da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação (CPEAD) do tribunal, sugeriu a criação do núcleo em seu projeto de mestrado na Escola de Administração e Negócios (Esan). A ideia é que o espaço funcione como uma estratégia para combater o assédio e a discriminação no Judiciário.
O projeto foi elaborado dentro do convênio entre a UFMS e o TJMS. O núcleo de acolhimento será um espaço físico estruturado, com equipe multidisciplinar especializada, para garantir atendimento humanizado às vítimas.
“Segundo Fabiana Ricartes, diretora de Gestão de Pessoal do TJMS e membro da CPEAD, o núcleo terá como eixo central a escuta ativa, o suporte psicossocial e o atendimento humanizado, preservando a dignidade e a integridade psíquica dos envolvidos”, informaram as instituições em nota.
A UFMS destacou que tem compromisso com a formação de profissionais qualificados para contribuir com a modernização da administração pública. “A experiência do Projeto Acolher evidencia como a parceria entre universidades e órgãos públicos pode gerar soluções eficazes para desafios institucionais”, afirmou a universidade.