Quinta-Feira, 3 de Abril de 2025
Polícia
13/03/2025 13:09:00
Empresários filmam e obrigam adolescente a molestar cavalo
Polícia Civil disse que investiga o caso, que corre em segredo de justiça

CGN/LD

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Vídeo chocante e difícil de acreditar circula nas redes sociais na última semana. As imagens, feitas em uma propriedade de Cassilândia, mostram um adolescente de 16 anos ajoelhado e mexendo no órgão genital de um cavalo, obrigado por dois outros homens, identificados como empresários no município.

As imagens mostram o momento em que dois homens mandam o rapaz ajoelhar e, na sequência, um deles passa a bater a genitália do animal na boca do adolescente. "Abre a boca, abre a boca", diz. Depois, o empresário passa a molestar o cavalo. "Não deu nem tesão no cavalo", continua. O menor, então, também é obrigado a molestar o animal. "Se não endurecer, a gente não vai te pagar não", diz.

Depois, o homem segura o rosto do garoto, enquanto o outro bate várias vezes a genitália do animal no rosto dele. O adolescente pede para que a "brincadeira" acabe, mas eles continuam. "Abre a boca, tem que chegar pertinho". Em seguida, o garoto fica em pé, até que o vídeo encerra.

O caso já está em investigação pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e em segredo de justiça. Por esse motivo, nem a comunicação do órgão, muito menos o delegado responsável pelo caso, prestaram qualquer declaração ao Campo Grande News. Contudo, a reportagem teve acesso ao boletim de ocorrência registrado pela mãe do garoto, no início deste mês.

Nele, a mulher afirma que estava em casa com o filho e um amigo dele, quando viu o vídeo citado acima. O adolescente relatou a mãe que tudo não passou de uma brincadeira e que os empresários pagaram R$ 20 no Pix a ele. Naquele momento, a mulher contou que ficou preocupada porque o adolescente frequentava a propriedade e ela confiava nos dois empresários, que sempre solicitavam o menor no haras para laçar.

A mãe menciona, ainda, que o filho é muito calado e nunca contou o que acontecia na fazenda. Também disse que deixava o filho ir laçar, mas em algumas situações um dos empresários também chamou o menor para trabalhar plantando grama e tratar dos cavalos.

A reportagem entrou em contato com a defesa de um dos empresários. O advogado Mário Guarnieri disse que o caso corre em segredo de justiça e, por enquanto, não dará declarações. Não conseguimos contato com a defesa do outro investigado.

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