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ImprimirUma mulher, de 29 anos, foi violentamente atacada com uma faca na região do pescoço por duas mulheres – mãe e filha – na tarde desta quarta-feira (02), na cidade de Costa Rica.
As agressoras seriam a atual companheira do ex-marido da vítima e a mãe dela. O caso revolta pela brutalidade e pela reincidência: o ex-companheiro da vítima já havia sido denunciado anteriormente por violência doméstica e agressões durante os 14 anos de convivência com a mesma mulher.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil, a vítima relatou que as agressoras invadiram sua residência, no bairro Jardim dos Pássaros, armadas com uma faca.
A motivação teria sido um desentendimento anterior. Uma das mulheres tentou atingir diretamente o pescoço da vítima, causando cortes e lesões. Gritos de socorro mobilizaram vizinhos que impediram o agravamento da situação. A faca foi retirada pela mãe da agressora antes da chegada da polícia.
A vítima já havia denunciado o ex-marido, de 34 anos, no dia anterior, por agressões, injúrias e violência doméstica. Naquele boletim, ela relatava uma longa história de abusos físicos e psicológicos durante o casamento, inclusive na presença dos filhos.
Um dos episódios citados envolvia a mesma atual companheira do ex, que já havia participado de agressões anteriores, puxando cabelos e trocando socos com a vítima. A briga teria ocorrido em frente à casa do casal, quando a vítima tentava conversar sobre a filha.
A sequência dos fatos revela um padrão alarmante de violência, onde a atual companheira do ex-marido passou de agressora verbal para autora de agressões físicas com arma branca. A reincidência preocupa, já que a vítima possui medidas protetivas em vigor – que, mesmo assim, foram desrespeitadas com a nova investida.
A Polícia Civil registrou o novo caso como lesão corporal dolosa e ameaça, conforme o Código Penal. O agressor anterior, ex-marido da vítima, já possui histórico de comportamento agressivo, uso excessivo de álcool e episódios de impulsividade, conforme relatado no inquérito. Apesar disso, a impunidade e a escalada da violência parecem não ter encontrado barreiras até agora.
A vítima autorizou registros fotográficos das lesões e já está sendo acompanhada pelo PROMUSE – Programa Mulher Segura. Ela recusou acolhimento provisório, mas segue monitorada pela equipe de proteção.
O caso evidencia o grave risco enfrentado por mulheres mesmo após a separação formal de relacionamentos abusivos. A impunidade diante da reincidência, somada à falta de efetividade no cumprimento das medidas protetivas, favorece a continuidade da violência. A atuação da nova companheira e da mãe dela como agressoras escancara o ciclo de ódio, impulsionado por ciúmes, disputa e ausência de intervenção eficaz do Estado.
O Judiciário precisa agir com sensibilidade, responsabilidade e urgência diante de casos como esse, garantindo segurança e justiça à vítima antes que algo ainda mais grave aconteça.